
Já disse em seus pensamentos o Grande Amyr Klink: – “Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”
E partindo deste pensamento, posso falar com certa autoridade, a experiência única e transformadora de se aprender sobre uma comunidade.
Viajar expressa o ato de conhecer lugares, pontos, a história, a geografia e os costumes de um lugar.
E passar a viver em uma viagem.
É poder também fazer uma viagem pra dentro de si, e agregar novos valores.
A Prainha Branca é um desses lugares.
Natureza imponente, pura, viva, daquelas que te fazem parar e pensar que realmente algo divino existe no mundo; esta é só uma das sensações poéticas que a Prainha Branca pode trazer.
Mas é também um dos locais onde se aprende a quem sabe observar ou convive o social da comunidade, um valor básico, e que infelizmente nas grandes megalópoles perdeu-se no tempo, perdeu-se no caos da sobrevivência desta grande aglomeração urbana.
Irmandade; o substantivo feminino que pode definir a maior lição social que a Prainha Branca e outras comunidades Caiçara podem agregar as pessoas.
Este conceito de irmandade pode ser observado nesta vila caiçara que construiu suas raízes e sua história em uma união ímpar com o único propósito de manter ali sua cultura e união.
Um lugar onde se aprende que ajudar o próximo, respeitar o meio ambiente, respeitar os mais velhos e as crianças são lições básicas.
Um lugar onde se aprende e prova-se que juntos, constrói-se um caminho melhor… esta é uma alusão à revitalização da trilha de acesso hoje feita de pedras, que foi construída através do esforço e o suor de seus moradores.
Um esforço comunitário que é a prova de que sozinho; ninguém constrói um caminho sólido.
Outros tantos exemplos deste esforço podem ser esboçados, desde as compras do Supermercado que chegam através das pequenas lanchas e que alguém sempre ajuda a descarregar, até no esforço de ajudar alguém enfermo.
Basta apenas sentar-se a beira mar e observar atentamente o vai e vem de seus moradores.
Esta Praia pode de forma profunda tocar um bom observador, ensinar valores que os livros não podem citar; modificar o seu modo de ver a vida e a sua convivência em sociedade, que podem mudar seu comportamento, esta praia pode ensinar todos os dias uma nova lição.
Um profundo pensamento intimo que descreve o lado filosófico e prático, perdido nos dias de hoje.
Lições humanitárias aprendidas na bela Prainha Branca.
Por Beth Mello
Referencia Amyr Klink – Fonte: http://pensador.uol.com.br/viajar/